Posicionamento · Nike
Nike e Kaepernick: risco calculado sobre uma base já alinhada
A campanha mais polarizadora da Nike foi também uma das mais eficientes — porque falava com quem já comprava.
Vendas online
+31%
Mídia espontânea
US$ 163 mi
Contexto
A Nike construía havia décadas um arquétipo de superação individual associado a atletas de perfil disruptivo.
Decisão
Assumir publicamente um atleta em conflito com parte da opinião pública americana como rosto do aniversário da marca.
Campanha
Dream Crazy, 2018.
Reação do público
Boicotes simbólicos de um público que não era o comprador principal; adesão forte entre jovens urbanos.
Reação da mídia
Cobertura global massiva com valor de mídia espontânea muito superior ao investimento.
Impacto
Crescimento de vendas online e valorização de marca entre o público-alvo prioritário.
Resultados
Alta expressiva de vendas digitais nas semanas seguintes e recorde de menções espontâneas.
O que funcionou
Coerência com o histórico da marca e com o público comprador real.
O que não funcionou
Desgaste duradouro em segmentos regionais específicos do mercado americano.
Aprendizados
Posicionamento funciona quando confirma a identidade que a marca já tinha, e não quando a contradiz.
Veredito MDD
Acerto estratégico com risco corretamente precificado. É o oposto exato do caso Bud Light.
Fontes
- Cobertura da imprensa de negócios